Fui dormir ontem com aquela sensação que não estou conseguindo vir publicar com a regularidade que tinha me proposto, e que já sabia que isso iria acontecer pois eu não consigo me comprometer com as coisas que preciso e quero fazer para e por mim. Incrível como nós fazemos de tudo para realmente afirmar e reafirmar na vida tudo o que pensamos sobre nós mesmos. Inclusive, ou principalmente, tudo que pensamos que somos falhos. Ah como a autossabotagem nos dá tanta informação sobre a nossa forma de tomar decisões e nos comprometermos. Foram muitas as vezes que senti que na situação que eu estava “Eu não tinha EU para dar”. Era impossível me dedicar pois eu nem energia para mim tinha. Tudo que era para mim ficava para depois, era menos importante e ficava para segundo plano. Não é à toa que o auto-ódio e a decepção me invadem. As células do meu corpo sentem o descaso e ressentem a falta de amor. Vou aprendendo e me guiando todos os dias nas minhas decisões da forma mais consciente possível. Quando não há compromisso de cuidado, amor e zelo por mim mesma, como posso transbordar para os outros? Tempo para mim, o meu espaço, os meus nãos e os limites dos meus corpos (físico, emocional e transpessoal) me dão a sensação de segurança que eu preciso para me sentir confiante, acreditar em mim, nos meus compromissos e no que eu tenho para dar. Como é difícil reservar este tempo, parece que tudo e todos aparecem neste exacto momento como um teste ao meu compromisso e as minhas novas habilidades. Nesta bifurcação, escolho-me a mim ou ao outro? Seja qual for a escolha, será que terei compaixão para comigo e com o meu processo? Se me escolho abro espaço para a culpa. Sou digna de todo este espaço, amor e tempo SÓ para MIM? SIM. E se escolho o outro, abro espaço para a raiva, dependendo do quão consciente e ciente estou do domínio que tenho sobre o que é meu no momento, essa raiva recai sobre eu mesma, se não pode ser apenas um estado de zanga com o mundo por sentir-me obrigada a servir, como me foi ensinado. Com qual deles eu escolho viver hoje? Só há como viver e desfrutar da vida se soubermos viver com a nossa “consciência pesada”. Oh tantos são os momentos que ela pesa. Pesa o despertencimento, a lealdade e a culpa de viver e ser diferente. Poder fazer o que os nossos antepassados não fizeram, ser diferente deles e do que foram, e o peso de ser feliz quando eles não puderam ser e mostrar alegria quando os que estão a volta não sentem de o fazer. Viver em autenticidade é isso? Uma constante de equilíbrio e desequílio das nossas consciências leve e pesada. Nesta balança, qual o prato vou encher hoje?


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